Nesta hora
tão fagueira,
Do meu
triste viver,
Lembro da
rua e da ladeira
Da luta e do
sofrer.
Se penso
hoje como foi
É porque
sofro outra vez
Aquele
maldito sapo-boi
E uma
galinha pedrez...
Sempre me
infernizava,
Um gritando
sem parar
A outra em
mim pulava
E eu danava
a chorar.
Subia no pé
de taturubá,
Era gostoso
de comer...
Engolia o
caroço e buá...
Depois
queria morrer!
Tinha que
tomar até
Óleo de
linhaça...
Difícil era
ficar em pé
Como se
tomasse cachaça!
Corria de um
touro
Tropeçava
numa vaca...
Topava saía
o couro
Ainda
entrava na taca.
Quieto nunca
ficava
Era traquino
demais
Ninguém me
amava
Mas odiar,
não, jamais.
Guardava
todos no peito
Com maior
satisfação
E ainda hoje
no meu leito
Tenho-os no
coração.
E toda a
minha lembrança
A sete
chaves eu guardo
Coisa mesmo
de criança
Que não
quebra resguardo.
Poeta Camilo
Martins
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