Eu olho enternecido aquela casinha...
À beira da estrada, que não existe mais!
Lembrando daquela doce velhinha...
Minha avó, acendendo o lampião a gás!
Fiz de tudo para aquela casa conservar...
E ficar com ela para minhas recordações,
A circunstancia, o tempo e o observar...
Pensei comigo, dividiria muitos corações!
Assim a casa de palha fica só na lembrança,
Do tempo em que à beira do fogão à lenha,
Com muito cuidado do cabelo, da sua trança,
Vovó mudava as brasas, sem que medo tenha,
De queimar a mão, pois com ela passava a brasa...
E eu sorrindo de emoção, naquele dia em sua casa.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 27.11.09
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