quarta-feira, 8 de maio de 2024

A Casa de Palha

 

Eu olho enternecido aquela casinha...

À beira da estrada, que não existe mais!

Lembrando daquela doce velhinha...

Minha avó, acendendo o lampião a gás!

 

Fiz de tudo para aquela casa conservar...

E ficar com ela para minhas recordações,

A circunstancia, o tempo e o observar...

Pensei comigo, dividiria muitos corações!

 

Assim a casa de palha fica só na lembrança,

Do tempo em que à beira do fogão à lenha,

Com muito cuidado do cabelo, da sua trança,

 

Vovó mudava as brasas, sem que medo tenha,

De queimar a mão, pois com ela passava a brasa...

E eu sorrindo de emoção, naquele dia em sua casa.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 27.11.09

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