[Ao querido amigo escritor
Adrião Neto]
Esperei-te
entre os arbustos, ao cair do dia,
Na
esperança de te ter inteiramente minha,
Naquela
solidão, pensei, é muita covardia...
E
coragem para desistir eu não mais tinha!
Enfrentei
meus medos, fantasmas e visões,
Te
quis a todo custo, entre cruz e aflições...
Poderosamente
me agarrei à tua forte luz,
Não
tive vergonha de aceitar a minha cruz!
Mergulhei
no intenso negror daquela noite,
Sob
os assombros, gritos, vento em açoite!
Nunca
viestes para endireitar a minha vida...
Até
hoje a minha pobre alma anda sentida...
Impedistes
minha felicidade desde menino,
Tenha
agora misericórdia de mim, destino.
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 03.06.2023
15h35min
[Tarde]
Estilo:
Soneto
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