O que será
viver de milagres
Nesta vida
efêmera e tão fugaz?
Onde nada
dar certo, nem a paz
Consegue-se,
sem que pra isso pagues?
A cabeça não
para um só instante
De pensar no
que fazer diferente
Para se
viver assim bem decente
Sem ter que
dar uma de assaltante.
Parece que
nesta vida aqui só cresce
Quem faz
maldades e amor não planta
Quem vê
esses prosperarem se espanta
O coitado do
pobre, sofre, sofre e padece.
Estou muito
cansado de ver essa luta
Desigual
nesta nossa humanidade
As pessoas
não querem falar a verdade
Desonestidade
cada vez mais astuta.
Até quando
estaremos nesta triste sina
Estou bem
assim a beira da loucura
Penso em ter
mesmo alguma fartura
Piso numa
bomba, explode e outra mina.
Lá se vão
pelos ares mais projetos meus
Vem cobrança
da mulher e dos filhos
O trem está
mesmo fora dos trilhos
Perdoem-me
não cumpro os sonhos seus.
A vocês não
tenho mais nada a oferecer
A não ser o
meu quente sangue das veias
Diferente
das aranhas, esperando nas teias
A vontade e
de dormir pra sempre, morrer.
Poeta Camilo
Martins
Aqui, hoje,
27.11.08
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