Ela brincava à porta
à porta da sua casa.
Sorria, piscava, beijava
sua boneca querida.
Cabelos dourados, pretos
e até cabelos lilás.
Cheiro da roça, a menina
e a boneca também.
A roça era no quintal,
no quintal da sua casa.
Mas ela amava a boneca
e aproveitava o que podia.
Antes mesmo do cheiro se ir
no final daquele dia.
A boneca não era uma Barbie,
nem qualquer outra conhecida.
Tão pouco era de material,
como todas as bonecas são.
Ah, que boneca linda e cheirosa,
dizia feliz a menina!
Obrigada, papai, pela minha
boneca novinha e limpinha.
Com aquele banho de chuva,
ela ficou bem contente.
E a menina sempre feliz
e palpitante o coração.
Admirava sua boneca quietinha,
feita de uma espiga de milho.
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