Porque te escondes de mim,
linda estrela da manhã?
Eu que tanto te venero e
me entrego a ti todo dia...
Até quando a vida me será
assim... Tirar meu talismã!
Vil destino que meu ser
abomina e o coração esfria...
De que me vale olhar o
céu, sem azul, assim, cinzento?
Devolvas minha estrela,
não vivo sem ela, que solidão!
Fostes ao infinito,
voltarás pela manhã? Oh, lamento!
Perturbação de
pensamentos, espaço sideral, imensidão!
Tem piedade de mim,
estrela, volta! Preciso do teu brilho!
O universo é maravilho...
Por causa de uma estrela bela...
Não, não te escondas mais,
posto que tu és o meu trilho!
Buraco negro, não engulas
minha estrela, far-te-ei vomitar!
Pois como viverei esta
minha miserável vida assim, sem ela?!
Venha estrela, pouco a
pouco, venha... Estou a te esperar!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.12.2013
09h58min [Manhã]
Estilo: Soneto
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