quarta-feira, 8 de maio de 2024

Arrependimento

 

[Á Silma Almeida da minha

                                    adolescência no ENA]

 

Amor, arrependo-me sim, do fundo da alma!

Por que fui te perder assim minha andorinha?

Que dia sombrio, sem visões, é meu carma...

Quanto choro, cruel dor, que vida essa minha!

 

Vão-se os belos dias, felizes ao teu lado, amor,

Ficam as lembranças de quando eu ainda vivia!

Hoje, apenas pequenos resquícios do teu sabor,

Que guardo na boca e suspirando é que me alivia.

 

Penso, mas não existo, mas é em vão recordar...

Mais saudade, mais dor! Tristeza não te amar.

E eu estou aqui, apenas vendo o tempo passar!

 

Na impossibilidade de ver tudo outra vez começar.

Fico a esperar o dia em que cerrarei o meu olhar,

Descansarei sem mais sofrer, eterno descansar.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.05.2015

17h32min [Noite]

Estilo: Soneto

 

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