Ao querido primo Francivaldo Martins
Paz
que sempre tive, embaixo de tuas asas,
Transporto-me
sempre, em aconchego inerte...
Às
vezes lá no alto da serra, sozinho, sem casas!
Lá
na lagoa das nêgas, que água mais não verte.
Ou
simplesmente no meu antigo pé de taturubá...
Na
ladeira, em frente à casa do Raimundo Bento!
Que
eu subia com meus primos sem pestanejar...
Só
pra encher a boca da fruta e tomar muito vento!
Coisas
boas do tempo em que tu eras bem pacata...
Lamparina
acesa em cima da mesa, lampião à gás!
A
procissão passando devagar, o padre de alpargata!
Mais
de cinco décadas já deixastes hoje para trás...
Mas
nos corações dos teus filhos serás assim eterna,
Terra
encantada! Agricolândia, mãe sempre fraterna!
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 29.12.2014
22h39min
[Noite]
Estilo:
Soneto
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