quarta-feira, 8 de maio de 2024

Agricolândia...

                                                                            Ao querido primo Francivaldo Martins


Paz que sempre tive, embaixo de tuas asas,

Transporto-me sempre, em aconchego inerte...

Às vezes lá no alto da serra, sozinho, sem casas!

Lá na lagoa das nêgas, que água mais não verte.

 

Ou simplesmente no meu antigo pé de taturubá...

Na ladeira, em frente à casa do Raimundo Bento!

Que eu subia com meus primos sem pestanejar...

Só pra encher a boca da fruta e tomar muito vento!

 

Coisas boas do tempo em que tu eras bem pacata...

Lamparina acesa em cima da mesa, lampião à gás!

A procissão passando devagar, o padre de alpargata!

 

Mais de cinco décadas já deixastes hoje para trás...

Mas nos corações dos teus filhos serás assim eterna,

Terra encantada! Agricolândia, mãe sempre fraterna!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.12.2014

22h39min [Noite]

Estilo: Soneto

 

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