Tantas vezes te olhei naquela gruta,
Com a cuia da cabaça te banhavas!
Debaixo daquela árvore sem fruta...
Num gesto magnífico te abaixavas.
Água límpida, quem dera, cristalina,
E o brilho que saia dos olhos teus...
Com certeza tu sabias, oh, menina,
Que eu te espiava com olhos meus.
Mas sabes que até hoje eu choro...
Fui um covarde e não tendo coragem,
E por não revelar o meu amor, imploro,
Perdão te peço junto à tua imagem,
Naquela gruta não volto nunca mais!
E não tiro da lembrança o que ela traz.
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