quarta-feira, 8 de maio de 2024

A Gruta da Saudade

 

Tantas vezes te olhei naquela gruta,

Com a cuia da cabaça te banhavas!

Debaixo daquela árvore sem fruta...

Num gesto magnífico te abaixavas.

 

Água límpida, quem dera, cristalina,

E o brilho que saia dos olhos teus...

Com certeza tu sabias, oh, menina,

Que eu te espiava com olhos meus.

 

Mas sabes que até hoje eu choro...

Fui um covarde e não tendo coragem,

E por não revelar o meu amor, imploro,

 

Perdão te peço junto à tua imagem,

Naquela gruta não volto nunca mais!

E não tiro da lembrança o que ela traz.

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