quarta-feira, 8 de maio de 2024

Anoitecer

 

[À Sônia Barradas dos meus tempos de menino

                                                            na feitoria 

               

Minhas noites mal dormidas me fazem refletir...

Onde foram parar os sonhos que eu sonhava,

Se na imensidão da noite não consigo dormir!

Vou então olhar o céu e amar a estrela d’alva...

 

Fico a admirar todas as estrelas, mas amo só ela,

Pois ela se destaca das outras... É bem diferente!

Não chora de saudades, como eu, não é carente...

É apenas ela mesma... Às vezes a vejo da janela!

 

Parece que para a vida inteira está ali sorrindo...

Ah! Anoitecer que para mim é hoje um mistério!

Sono derradeiro que parece nunca está vindo...

 

Apenas num piscar, estremeço, fico mudo, sério!

Sem querer a perco de vista e me acelera o coração...

Quando a vejo, está brilhando mais... Que emoção.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.04.2016

10: 11 [Manhã]

Estilo: Soneto        

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