[À
Sônia Barradas dos meus tempos de menino
na feitoria]
Minhas
noites mal dormidas me fazem refletir...
Onde
foram parar os sonhos que eu sonhava,
Se
na imensidão da noite não consigo dormir!
Vou
então olhar o céu e amar a estrela d’alva...
Fico
a admirar todas as estrelas, mas amo só ela,
Pois
ela se destaca das outras... É bem diferente!
Não
chora de saudades, como eu, não é carente...
É
apenas ela mesma... Às vezes a vejo da janela!
Parece
que para a vida inteira está ali sorrindo...
Ah!
Anoitecer que para mim é hoje um mistério!
Sono
derradeiro que parece nunca está vindo...
Apenas
num piscar, estremeço, fico mudo, sério!
Sem
querer a perco de vista e me acelera o coração...
Quando
a vejo, está brilhando mais... Que emoção.
Poeta Camilo
Martins
Aqui, hoje,
08.04.2016
10: 11
[Manhã]
Estilo:
Soneto
Nenhum comentário:
Postar um comentário