[Em saudosa memória
do primo
Antônio José Martins
Pessoa]
Não
entendo mais nada, rompi com o passado!
Definitivamente
não passo hoje de um louco...
Em
mil pensamentos confusos e muito cansado,
Trago
a própria imagem, Dom Quixote é pouco!
Não,
não quero mais nada do meu berço amado,
Já
estou mais que farto de solidão e desprezo...
Por
que não morri mesmo ainda naquele parto?
Não
saberia, amaria ou sofreria! Estou preso...
Preso
a mim mesmo, mergulho inútil no luar!
Apenas
me embriago e nada, é madrugada...
As
estrelas desaparecem! E o vento a me olhar...
Desesperado,
angustiado e a manhã não chega!
Ô
vida! Ainda escuro e na mata a passarada...
A
me dizer: O remédio é voar alma embriagada.
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 29.05.2015
16h02min
[Tarde]
Estilo:
Soneto
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