Eu vejo o
horizonte
até onde a vista
não vê mais
nada,
fumaça, névoa
[vi-são]
sentimental
no centímetro da vida
ao quadrado
do círculo
[vi-cioso] ou não do outro
lado da
vida, realidade
nua, crua, adversa, no
verso ou
anverso em
todo o [uni-verso] que
não une as
vidas em
constante [ou in-constante]
guerras de
sangue a sangue.
Satisfaz-se no verter ou
beber a
lida, a vida do
outro, no outro lado
[ini-migo]
fazendo chorar
ou não tendo ou não
dor,
angustia, no prazer
de ver e não sentir o
quanto a dor
dói ou não,
languida respiração da
alma sentida
à distância,
vem vindo o [mau] cheiro
lá da
montanha, que cobre
encobre e não cobra
em tempo
algum nada
do que subiu e não desceu,
e, se foi,
para todo o sempre, [amém]
na montanha da visão da vida
da gente que
sobe, sobe e
depois se vai para debaixo da
terra quer
seja montanha
ou não, mas, se vai e se vai.
Sem sombra
ou dúvida, sempre
vai, pra sempre e sempre.
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