O
que viestes fazer em minha vida, povoar a mente
de
cenas tão horripilantes de tempestade de areia?...
Mais
uma vez atravesso esse deserto insolitamente,
e
miragens me vêm aos olhos, vejo o mar e sereia...
Meu
cálix já transbordou de muita mágoa e tanta dor,
bendigo
até o que não nasceu, esse foi muito feliz!!
Não
sofreu, nem padeceu, não conheceu aqui o amor,
a
vida não fez desse bem aventurado o que bem quis.
Vivo
a soluçar em minhas entranhas as lágrimas cruéis,
e
a beleza da vida que me acompanhava se foi ao léu...
Tudo
foi se transformando em cinzas... Colares, anéis!
Foi
como se desabasse na minha cabeça todo o céu...
Choro
a desilusão, e, hoje, já em mais nada eu creio,
em
soluços, tento tirar esta espada muda do meu seio.
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 28.03.2017
10h52min
[Manhã]
Estilo:
Soneto
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