Ao
meu primo e amigo Edivar Pereira Lima
[In memoriam]
Era
difícil segurar a própria ansiedade, cedinho,
Iria
com meu primo Edivar, colocar o alçapão...
Às
vezes bem lá no alto, num belo pé de mamão!
Nenhum
maduro naquele pé, tudo estava verdinho.
Ali
iam as pipiras, verdes e azuis, pássaros lindos!
Ficávamos
a olhar e esperar o barulho de longe...
Um
silêncio! Parecia um seminário de monge...
Logo
eles se achegavam, de todas as partes vindos.
E
eu a suspirar baixinho, coração a sair pela boca,
Gesticulando
para o meu primo em euforia louca!
Já
imaginando no destino das belas aves inocentes,
Quando
caía uma no alçapão, corríamos contentes!
Começávamos
a garantir, bem cedinho, o almoço...
E
isso fiz, lembro-me, até já mesmo quando moço.
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 04.08.09
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