[Ao meu saudoso pai, José
Martins, vivo faria hoje [2023]
97 anos, mas há 17 anos
partiu fora do combinado]
Quando
me bate a saudade, abro a janela do passado,
Na
imensidão das lembranças que pelos anos eu juntei...
Talvez
não coubesse numa estrela e eu aqui já cansado,
Contando
as lágrimas, pois se vai tudo que eu já amei!
Da
ponte velha, em Teresina, vejo ao longe, o velho rio,
Vai
arrastando tudo o que encontra, inclusive minha dor...
Distante,
o Parnaíba encontra o rio Poty e formam um trio,
Os
dois lindos rios e a minha dor... De saudade, de amor!
Ah!
Janela que se abriu e nunca se fecha é ferida aberta...
Não
cura e nem cicatriza! Como no rio aqueles remansos,
Chega
mesmo a matar quem não está bem atento ou alerta!
Viajo
assim em V, feito lá nos céus aqueles belos gansos...
Mas
sem guia... Apenas as tristes ou alegres recordações!
Oh!
Janela aberta da saudade, algoz de todas as gerações.
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 05.01.2017
16h08min
[Tarde]
Estilo:
Soneto
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