quarta-feira, 8 de maio de 2024

A lagoa da baixa

 

Na passagem para o alto fresco, a lagoa!

Eu nunca quis naquela água mergulhar,

Era barrenta, suja, para banho se tomar,

Esperava sempre se tornar uma água boa.

 

Mas todos esses anos e nunca aconteceu,

Está do mesmo jeito que sempre a conheci!

Bois, bodes, porcos bebendo e o bem-te-vi,

Um tempo até a água em meu nariz fedeu!

 

E é assim, ora está cheia e água vai embora,

Renovando, fica linda e passeamos ao redor,

Numa paisagem deslumbrante! Ah, que amor!

 

No verão a água quase acaba e seca a flora!

A lagoa lá da baixa é como o meu coração...

Falta é morrer de tanta saudade nessa estação.  

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