Ah!
Quanto tempo já faz, meu Deus do céu,
Desde
que beijei meu pai pela última vez...
Quanto
tempo ainda me resta assim em filéo,
E
o meu filhinho me beijará sem insensatez!
Selando
o fim de uma angustia, de uma dor,
De
uma vida atribulada, mesmo sem felicidade...
Que
dirão todos ao meu redor, falarão de amor?
Ou
apenas que fui sonhador em plena mocidade!?
Não
posso mais beijar papai, há tempos se foi!
Filhinho,
beija hoje teu papai, enquanto ele vive...
Nem
que velhinho esteja, como um cansado boi!
Papai,
que saudade do teu cheiro, teus abraços...
Quantas
vezes, papai, em teus braços eu estive!
Hoje,
a luz dos teus olhos alumiam meus passos!
Poeta
Camilo Martins
Aqui,
hoje, 13.08.2015
15h57min
[Tarde]
Estilo:
Soneto
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