sábado, 3 de agosto de 2024

Ai que Saudade

 

Ai que saudade

Da casinha

De palha de

Tia Antônia...

              Chão batido

              Duas forquilhas

              Segurando a

              Colmeeira...

Na semana

Era a casa

Dela, depois

era a igreja...

              Três toras

              De madeiras

              Formavam

             Os bancos...

E nós nos

Assentávamos

Ali para ouvir

O sermão...

              Meu tio Elias

              Sempre pregava

              Aos sábados

              Domingos e quartas...

Os cultos, a

Noite, era com

A luz da

Lamparina...

              Uma lamparina

              Na forquilha

              E a outra na

              Mesinha...

Ai que saudade!

Naquela idade

Era só vontade

De viver bem...

               Cantávamos muito

               Alegres, alegria vem

               Trazendo eternal

               E santo amor...

E tantos outros

Cânticos de

Amor, segurança

E esperança.

               É o que me

               Consola até hoje,

               Lembrar daqueles

               Lindos momentos...

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.11.08

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