O Deus da eternidade me consuma
Se não quer que a minha alma suma,
No cósmico escuro e sem fim, no além,
Pois quero e não consigo ser um alguém.
Peço ao Todo-Poderoso e rei dos reis,
Numa prece que não contenho e tereis?
Cânticos de mortos do fundo da cova?
Quero uma vida simples, vida nova!
Pois como estou vivendo não é viver,
Nessa esperança que parece já morrer,
Infinita graça eu sei que me podes dar.
É por isso que peço mesmo sem cessar.
Por que abandonaste assim um servo teu,
Onde está Deus, o que o Senhor prometeu?
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 25.09.09
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